Vale a pena investir em dietas sem orientação?

Por Aline Alves Nutricionista CRN8 -6942

 

Todos os dias somos bombardeados por diversas informações referentes a dietas milagrosas e soluções rápidas de como conseguir alcançar o corpo perfeito e o padrão de beleza imposto pela sociedade. Essas informações estão disponíveis através dos meios de comunicação como internet, televisão, revistas e jornais. Mas até que ponto essas “dicas” são seguras?

Para entendermos melhor, precisamos compreender que somos diferentes e que cada organismo tem a sua particularidade. Dessa maneira, os riscos de seguir uma dieta onde a individualidade não é respeitada são, no mínimo, perigosos.

Dieta do Dr. Atkins: Roberto Atkins criou essa dieta e publicou um livro sobre ela em 1970.  Ela baseia-se na restrição de carboidratos causando uma “fome crônica” e é extremamente pobre em vitaminas, minerais e fibras, além de elevar os níveis de colesterol sanguíneo, triglicerídeos e ácido úrico. Excluir cerais da sua rotina alimentar, como é o caso desta dieta, fará com que você se sinta cansado, com mau humor e dor cabeça além de trazer riscos sérios a saúde do seu rim. Isso porque o excesso da ingestão de proteína sobrecarrega o sistema renal e a falta de glicose, que é o combustível para o cérebro, diminui nossa concentração e nos deixa mais irritados.

Dieta da Lua: A dieta preconiza que, a cada mudança de fase da Lua, se consuma por 24 horas uma dieta líquida. Essa dieta é carente de proteínas, carboidratos e lipídios, sendo extremamente restritiva em valor calórico, o que num primeiro momento resulta em grande perda de água e massa muscular. Há perda de peso, porém não de tecido adiposo. A dieta é carente em qualidade e quantidade de alimentos, e como a mudança do hábito alimentar não ocorre, o excesso de peso não será corrigido.

Dieta de Beverly Hills: Idealizada por Judith Mazel, esta dieta preconiza que as enzimas encontradas em frutas, aceleram a mobilização do tecido adiposo para a produção de energia. Sem evidências científicas, é uma dieta baseada no consumo de grandes quantidades de frutas em todas as refeições e, portanto, carente em proteínas, lipídios, cálcio, ferro e oligoelementos. Como a dieta se torna monótona pela falta de diversidade dos alimentos consumidos, ela limita-se a ser utilizada por pouco tempo, havendo retorno aos hábitos alimentares antigos.

Diante dessas três dietas e cientes de tantas outras que existem, devemos ter a consciência de que nenhuma traz resultados efetivos e duradouros. Num primeiro momento a balança pode mostrar a tão sonhada perda de peso, porém o efeito sanfona é quase certo, visto que para que o emagrecimento seja duradouro ele precisa ser feito de forma saudável, com quantidade adequada de alimentos, qualidade dos nutrientes que serão ingeridos, acompanhado de atividade física e principalmente respeitando a individualidade de cada um.

A receita para o sucesso então, não é difícil nem impossível, o recomendado é procurar orientação e acompanhamento de profissionais habilitados, como o nutricionista e o educador físico. Aliando dieta personalizada, exercício físico e força de vontade o resultado é garantido e 100% efetivo.

Fonte: http://seer.uscs.edu.br/index.php/revista_ciencias_saude/article/viewFile/406/215