Por que precisamos falar mais sobre a saúde mental

Saúde mental - VitaVale

Hoje falaremos sobre um tema que, infelizmente, ainda precisamos “bater na tecla” mais algumas vezes. Problemas mentais em diversos graus são cada vez mais constantes, especialmente entre os jovens, e cada vez mais ajuda é necessária.

Segundo uma estimativa do MSD, cerca de 50% dos adultos atuais tende a sofrer de alguma doença mental ao longo da vida, e na metade dos casos os sintomas desses problemas são moderados e graves. No entanto, o fato de que apenas 20% das pessoas que sofrem com algum transtorno buscarem tratamento para ele é bastante alarmante.

Estigmas sociais, vergonha, abuso, falta de apoio e outras questões tornam difícil fazer com que o tratamento adequado chegue a quem precise. No entanto, caso não seja feito, o “pior” é o mais provável de acontecer.

Por que não é um “probleminha”

Em 2016, o seriado australiano Please Like Me chegou ao seu último episódio mostrando uma cena que emocionou muito mostrando como pode ser chocante a vida de pessoas com a saúde mental desestabilizada.

Na série, Rose, a mãe do protagonista, passa por grandes crises depois de ser diagnosticada com transtorno bipolar. Ela passa por graves estágios depressivos, procura ajuda, faz consultas com psiquiatras, é internada em uma clínica, faz amigos. No entanto, mesmo assim, Rose tira sua vida, devastando todas as pessoas à sua volta.

Please Like Me foi aclamada pela crítica por sua forma de lidar com casos de problemas de saúde mental, especialmente no caso da personagem Rose. O roteirista e dono do papel principal da série, Josh Thomas, inclusive consultou a Aliança Nacional de Saúde Mental da Austrália para se certificar de que a série estava abordando o caso de Rose com a “sensibilidade necessária”.

O que impressionou muitas pessoas ligadas a Rose na série – e, na realidade, impressiona pessoas que se deparam com problemas de saúde mental – é que “não parecia que o pior ia acontecer”. É difícil mesmo prever que ele vai acontecer, e isso geralmente acontece porque a saúde mental ainda é tratada com certo estigma.

Na verdade, o que dificulta um tratamento adequado a esses problemas é uma combinação bastante traiçoeira: como as pessoas veem problemas de saúde mental nos outros e como as pessoas com algum transtorno se sentem.

É possível perceber que existe uma “cultura” que faz com que muitas pessoas subestimem os riscos de problema mental. “Você não tem depressão, só está triste!”, “Bipolaridade? Você não está exagerando?”, “Psicólogo para que se você pode conversar de graça?”. Esses são só alguns dos equívocos que escutamos por aí.

O que causam problemas mentais

Basicamente, problemas mentais são causados por combinações de fatores hereditários e ambientais. As pessoas geralmente já estão predispostas geneticamente e então sofrem um “gatilho” no ambiente em que estão que desencadeia um problema maior. Esse quadro vale para os principais problemas, como depressão e transtornos bipolar e de personalidade.

Uma doença mental se diferencia de um mero sentimento passageiro quando se torna algo recorrente, cronicamente mais grave e passa a prejudicar a vida de quem sofre, atrapalhando a vida profissional, amorosa e familiar, por exemplo.

Além disso, quando uma pessoa sofre com algum desses problemas, o cérebro funciona de forma diferente. Estudos hoje mostram, com o auxílio de imagens de ressonância magnética (IRM) e tomografia por emissão de pósitrons (TEP), alterações neurológicas nas pessoas com doenças mentais. Pesquisas também indicam disfunções nos neurotransmissores como sintomas dos problemas.

É por isso que encarar problemas de saúde mental como se eles fossem frutos de uma fantasia de quem os sofre é, além de um equívoco, um grande desserviço, já que apenas piora os fatores ambientais que são causadores do problema.

Novamente citando a série Please Like Me, vemos que a vergonha, a raiva e a culpa é um sentimento recorrente em quem sofre algum transtorno. A personagem Rose frequentemente fala para seu filho Josh: “Como você não tem raiva de mim (por ter tentado suicídio)?” e “Eu estou tão envergonhada”.

Em determinado momento, Josh faz uma fala que mostra uma forma de interpretar (de forma mais consciente, talvez) a doença de sua mãe, dizendo que não está bravo com ela porque, caso estivesse, seria o mesmo que ficar bravo caso ela ficasse resfriado. Com isso, ele não está subestimando a gravidade do problema, mas entendendo que não é culpa dela, e sim é a forma que o “cérebro dela está”, contra sua vontade.

Apoio, presença e suporte emocional são as principais formas de ajuda que familiares e pessoas próximas podem dar a alguém com saúde mental instável. Na verdade, essas pessoas são fundamentais na recuperação, podendo ser essenciais para a melhora do quadro.

Atualmente, acredita-se que o apoio social é extremamente importante para a recuperação de transtornos mentais, juntamente com a psicoterapia e/ou medicamentos específicos. Por isso, foram desenvolvidas técnicas de terapia familiar e outras ferramentas para adequar a pessoa com doença mental à sociedade, evitando ao máximo o isolamento e confinamento em instituições, por exemplo.

Saúde física aliada a saúde mental

Como falamos, são diversos fatores que podem desencadear algum transtorno mental e culpar uma “coisa ou outra” não é uma boa ideia. No entanto, existem uma série de hábitos do cotidiano que podem influenciar o cérebro, produzir substâncias e estimular situações benéficas que tratam sintomas.

Os exercícios, por exemplo, são ótimos para uma série de coisas: reduzir estresse, aliviar ansiedade, prevenir desgaste cognitivo, gera produtividade, pode melhorar e criar relações sociais, entre outros fatores. A alimentação também entra como um papel conjunto, potencializando essa série de benefícios.

A VitaVale faz da saúde geral um compromisso. Por isso, além de trabalharmos com a conscientização para uma vida melhor e mais saudável, também oferecemos produtos para os cuidados em todos os momentos. Invista em um futuro com mais saúde! Cuide-se!